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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Ética na Escola Dominical

Ética na Escola Dominical
Conduta que se identifica com os ideais ensinados por Jesus Cristo

A interdisciplinaridade é um fator evidente na execução educacional cristã tornando-se ainda mais acentuada quando se trata da ED. Essa verdade não é uma apologia ao saber fragmentado e eclético das Escrituras, muito pelo contrário, exige rigorosidade redobrada no estudo sistemático da Palavra de Deus. Reclama docentes que sejam éticos, zelosos, humildes, instigadores e persistentes.

A demanda maior dessas exigências reside na posição de influência que o educador ocupa como formador de opiniões que nortearão o caráter do educando, inclusive preparando-o para interagir com o meio onde vive e com as situações do dia-a-dia.

Pode parecer óbvio ou até mesmo redundância dizer que epistemologia cristã (conhecimento) e axiologia cristã (valores) são assuntos teológicos de primeira grandeza e que, em hipótese alguma devem estar dissociados. Que o educador não pode ser tendencioso usando filosofia educacional truncada ou parcial, omitindo a verdade bíblica para satisfazer suas ideologias. Infelizmente existem pseudo-educadores que não se pautam por esses princípios. Antes, narcotizados e saturados por falsa dialética e filosofia vil adquirida por uma cátedra e suposta formação superior, desvirtuam as pessoas com seus próprios ensinamentos (Rm 1.22).

Tempos atrás, participei de uma palestra sobre sexualidade onde o indivíduo recém formado em Psicologia, afirmava que o sexo praticado por jovens solteiros não era pecado. Usando a parte “A” do versículo 9 do capítulo 11 de Eclesiastes, dizia: “A Bíblia manda o jovem aproveitar. Quem sou eu para proibir? Nós e os pastores dizemos que quem faz isso não vai para o céu, mas a Bíblia não diz”. Um aluno presente na platéia, dirigente de igreja, disse ter se chocado com o que acabara de ouvir: “Toda minha vida eu preguei contra isso, se os jovens de minha igreja estivessem aqui, com certeza eu seria linchado”. A inquietude tomou conta de mim e tentei dizer alguma coisa, mas fui interrompido pelo organizador do evento que me disse: “Ele tem sete anos de estudos, antes de contradizê-lo pense sete anos”. Os resultados funestos dessa palestra pude constar através do afastamento de um adolescente, membro da igreja onde congrego que, uma semana depois, enveredou-se pelo caminho proposto pelo palestrante. E agora? Quem se responsabilizará e responderá pelas atitudes do menor? E o que a Bíblia diz em Efésios 5.5, Gálatas 5.19 e Colossenses 3.5?

Fonte: CPAD

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